Sabe aquela dor muscular profunda, que parece um “nó” tenso e que, ao ser apertado, não só dói no local, mas irradia para outra parte do corpo? Muitas pessoas convivem com isso achando que é “apenas” tensão.
Mas quando essa dor se torna crônica, persistente e começa a limitar seus movimentos ou causar dor de cabeça, podemos estar falando da Síndrome Dolorosa Miofascial.
Essa é uma das causas mais comuns – e muitas vezes subdiagnosticada – de dor crônica no pescoço, ombros e costas.
O que é a Síndrome Dolorosa Miofascial?
A Síndrome Dolorosa Miofascial é uma condição de dor crônica que afeta os músculos e a fáscia (o tecido que envolve os músculos).
Ela é caracterizada pela presença dos chamados pontos-gatilho (ou trigger points). Esses pontos são pequenas áreas de contração muscular, os “nós”, que se tornam hipersensíveis. O grande diferencial desta síndrome é que esses pontos não causam dor apenas no local; eles geram uma “dor referida”, ou seja, a dor irradia para áreas distantes.
Um ponto gatilho no trapézio, por exemplo, pode ser a causa real da sua dor de cabeça tensional ou de uma dor que desce pelo braço.
Quais as Principais Causas e Sintomas?
Essa síndrome está diretamente ligada a fatores do dia a dia que sobrecarregam a musculatura:
- Má postura (especialmente o “pescoço de texto” pelo uso de celular e computador);
- Estresse e ansiedade, que aumentam a tensão muscular;
- Movimentos repetitivos (no trabalho ou em esportes);
- Traumas ou lesões musculares prévias.
Os sintomas mais comuns incluem dor muscular profunda e persistente, rigidez, limitação de movimento e dores de cabeça tensionais.
O Diagnóstico: O Papel do Especialista
O diagnóstico da Síndrome Dolorosa Miofascial é clínico. Isso significa que ele não aparece em uma ressonância magnética ou raio-x (embora esses exames possam ser usados para excluir outras causas, como hérnias de disco).
O diagnóstico depende da habilidade de um médico especialista em Dor para realizar um exame físico detalhado, localizar os pontos-gatilho através da palpação e identificar o padrão de dor referida que o paciente relata.
Como é feito o Tratamento?
O tratamento eficaz não foca apenas em relaxantes musculares. O objetivo é “desativar” o ponto-gatilho e quebrar o ciclo de dor e espasmo, permitindo a reabilitação.
- Tratamento Imediato (Desativação): A forma mais rápida e eficaz de quebrar o ciclo da dor é através da Infiltração de Pontos Gatilhos. Como já detalhamos em outro artigo, este procedimento usa uma agulha fina para aplicar um anestésico diretamente no “nó”, relaxando-o instantaneamente.
- Reabilitação: Após o alívio da dor, a fisioterapia e a correção postural são essenciais para evitar que os pontos-gatilho retornem.
- Terapias Complementares: A Acupuntura Médica também apresenta excelentes resultados no manejo desta síndrome.
A Experiência da CENNDOR
Na CENNDOR, somos especialistas no diagnóstico diferencial da dor. Muitas vezes, o paciente chega com suspeita de hérnia cervical e, após uma avaliação cuidadosa, descobrimos que a fonte da dor é, na verdade, miofascial.
A equipe, liderada pela Dra. Catarina Couras Lins (Neurocirurgiã Funcional e Especialista em Dor) e pela Dra. Laura Moreno de Barros (Anestesiologista e Especialista em Dor), integra diferentes técnicas – desde a infiltração guiada por ultrassom até a acupuntura – para oferecer um tratamento completo da síndrome.
Viver sem os "Nós" da Dor
Viver com dor muscular crônica não é normal. Entender que sua dor tem um nome e um tratamento específico é o primeiro passo para o alívio.
Agende sua consulta na CENNDOR para uma avaliação detalhada e descubra a causa exata da sua dor.


