Passar por uma cirurgia de coluna envolve esperança. A esperança de, finalmente, viver sem dor, retomar atividades e ter qualidade de vida. Por isso, quando a cirurgia termina mas a dor continua – ou até surge uma dor nova – o sentimento é de profunda frustração.
Muitos pacientes se perguntam: “Eu fiz tudo certo, por que ainda sinto dor?”.
Se este é o seu caso, saiba que você não está sozinho. Esta condição tem um nome – Síndrome de Dor Persistente Espinhal pós-cirúrgica (ou PSPS tipo 2, sigla em inglês) – e, o mais importante: ela tem tratamento.
O que é a Síndrome de Dor Persistente Espinhal Pós-Cirúrgica?
Essa síndrome é definida como a dor que persiste ou que se inicia após um procedimento cirúrgico na coluna, com duração de pelo menos 3 a 6 meses.
É crucial entender: isso não significa que o cirurgião anterior “errou”. A coluna é uma das estruturas mais complexas do corpo, e a dor pode persistir por vários motivos, mesmo que a cirurgia tenha sido tecnicamente perfeita.
Por que a Dor Continua?
O primeiro passo para o tratamento é investigar por que a dor persiste. A cirurgia pode ter corrigido o problema original (como a hérnia), mas a dor pode ter uma nova causa, como:
- Fibrose Epidural: Formação de tecido de cicatrização ao redor dos nervos, que pode “grudar” ou inflamar a raiz nervosa.
- Compressão Incompleta: O nervo pode não ter sido totalmente descomprimido, ou uma nova compressão pode ter surgido.
- Instabilidade: A cirurgia pode ter gerado uma microinstabilidade em um segmento da coluna.
- Doença do Nível Adjacente: O desgaste pode ter acelerado no nível acima ou abaixo do que foi operado.
- Neuromodulação Central: Às vezes, o “alarme” da dor no cérebro e na medula fica “ligado”, mesmo sem a causa inicial (dor neuropática).
Como é Feito o Tratamento?
O caminho não é, necessariamente, outra cirurgia grande. O foco é, primeiro, fazer um novo diagnóstico, extremamente detalhado, para encontrar a causa exata da dor atual.
Na CENNDOR, o tratamento é escalonado:
- Diagnóstico Preciso: Usamos exames de imagem avançados e, principalmente, Bloqueios Diagnósticos Guiados. Infiltramos anestésico em locais específicos (como uma faceta ou um nervo) para descobrir exatamente qual estrutura está gerando a dor.
- Tratamentos Minimamente Invasivos: Com base no diagnóstico, podemos usar infiltrações, radiofrequência (para dor facetária) ou novos procedimentos minimamente invasivos.
- Neuromodulação (Estimulação Medular): Esta é uma das terapias mais eficazes para dor crônica pós-cirurgia. O Implante de Eletrodo Medular “engana” o cérebro, substituindo o sinal de dor por outra sensação, e tem altíssimas taxas de sucesso para esses casos, podendo ser realizado o teste antes do implante definitivo.
- Nova Cirurgia (Revisão): Apenas se for identificada uma causa mecânica clara (como um parafuso solto ou uma nova hérnia), uma cirurgia de revisão – muitas vezes por via endoscópica – pode ser considerada.
A Experiência da CENNDOR
A CENNDOR é um centro especializado no tratamento de casos complexos como a dor pós-cirurgia. Nossa vantagem é unir a visão da Neurocirurgia Funcional com a expertise em Medicina da Dor.
A equipe, liderada pela Dra. Catarina Couras Lins (Neurocirurgiã Funcional e Especialista em Dor) e pela Dra. Laura Moreno de Barros (Anestesiologista e Especialista em Dor), é treinada para investigar a dor crônica que outros tratamentos falharam em resolver. Não vemos um “fracasso cirúrgico”; vemos um paciente com dor crônica que precisa de um diagnóstico preciso.
Não é o Fim da Linha
A cirurgia anterior não ter resolvido a dor não é uma sentença. A medicina da dor avançou muito, e existem tecnologias e procedimentos focados exatamente no seu tipo de dor.
Agende sua consulta na CENNDOR para uma avaliação detalhada e humanizada. Vamos investigar a fundo o seu caso e traçar um novo plano de tratamento.


